ESTUDOS BIBLICOS







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segunda-feira, novembro 28, 2011

Emanuel - 'Deus Conosco'



A razão de Jesus vir à terra não era exclusivamente o seu sacrifício na cruz!

 Deus prometeu em Isaías 7:14: "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel". O nome Emanuel significa "Deus conosco" (Mateus 1:23) e implica mais do que uma breve visita para um ato sacrificial; revela antes o compartilhar da experiência humana.

Por que foi necessário que Deus viesse viver com o homem? Assim como os que projetam móveis de montar freqüentemente acrescentam desenhos às suas instruções, assim também Deus planejou desde o início dos tempos dar ao homem não só instruções, mas um modelo perfeito Seu próprio Filho, a quem o homem foi criado para copiar. Mas, para servir-nos de modelo, ele teve de viver no mesmo mundo pecaminoso em que vivemos e enfrentar os mesmos desafios que enfrentamos. E assim ele veio. Emanuel. "Deus conosco."

Como o Nosso Modelo nos Ajuda a Lidar com os Vários Aspectos da Vida

Quando enfrentamos os vários desafios da vida, podemos enxergar o exemplo de Cristo ao lidar com situações semelhantes e imitá-lo. Para conseguir isso, devemos analisar não só as palavras dele, mas os seus atos. Por exemplo, examine as atitudes e as ações de Jesus com respeito ao seguinte:

O dinheiro

Embora Jesus fosse autodidata e alguns de seus seguidores (Paulo, Apolo) fossem altamente instruídos, ele não dava o menor valor àqueles que correram atrás de títulos e dos elogios do mundo (Mateus 23). Sua postura para com os que se orgulhavam das realizações mundanas pode ser resumida em suas palavras: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

Os desejos da carne

Quando Satanás o tentou no deserto a transformar pedras em pão, Jesus não brincou com a tentação, mas a rejeitou de imediato, citando as Escrituras (Mateus 4:3-4).

Seu relacionamento com o Pai

Jesus falava constantemente com o Pai, às vezes passando a noite toda em oração. Sua postura na oração foi sempre:  "Não seja como eu quero, e sim como tu queres". Por falar perfeitamente as palavras do Pai e realizar as obras do Pai, ele tinha as condições para dizer: "Quem me vê a mim, vê o Pai" (João 14:9).

O trato dos irmãos fracos

Embora Jesus muitas vezes repreendesse os seus discípulos pela "pequena fé", tinha o cuidado de não destruir a auto-estima espiritual insultando-os ou dispensando-os por serem irrecuperáveis. Ele os elogiava sempre que possível e os fazia saber que ele contava com um progresso na vida deles.

O trato com os irmãos rebeldes

Jesus falava severamente ao tratar com as autoridades judaicas arrogantes, talvez na esperança de, com palavras contundentes, sacudi-los e fazê-los sair de seu estado de dormência espiritual.

A injustiça

"Também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2:21-23).

Etc

Jesus deve servir-nos de exemplo na oração, no lar, no trato com o governo e com os incrédulos. Enfim, antes de agir diante de qualquer situação, devemos perguntar: "O que Jesus faria nesse caso?". Somente podemos responder corretamente a essa pergunta se estivermos completamente por dentro de sua vida e de seus ensinos.

Aplicação e conclusão

"Anuncie o homem, não o seu plano" vem sendo um ditado comum entre os modernistas. Essas palavras revelam profunda ignorância do que significa amar a Cristo. Como é possível amar "o Homem" e não dar importância a seu plano?

Será que alguns partam para o outro extremo e preguem "um plano" que se concentre quase totalmente nos atos externos e subestime a pessoa de Jesus Cristo? Uma jovem cristã recentemente admitiu que, embora tivesse estudado muito sobre a organização da igreja, a liturgia etc., jamais tinha passado muito tempo nos evangelhos estudando a vida de Cristo. Essa negligência mostra severas falhas no sistema de ensino com o qual ela teve contato.

Alguns cristãos conhecem o que normalmente se chama "os cinco atos do culto", "as três formas de firmar a autoridade" etc., mas continuam materialistas, orgulhosos e egocêntricos, avançando pouco em direção à vida que se assemelha à de Cristo. Talvez conheçam um "plano", mas evidentemente não conhecem "o Homem"! Assim como a posição "Anuncie o homem, não o seu plano" conduz ao erro, também pregar o plano e subestimar a pessoa de Jesus Cristo, sua vida e suas atitudes leva a um ritualismo frio e estéril. Nenhum dos dois extremos reflete o verdadeiro cristianismo.

O Emanuel não veio simplesmente para deixar à Igreja uma série de novos regulamentos. Veio servir de modelo da criação de Deus. Quanto mais o conhecemos de verdade e o imitamos, mais as nossas reações aos desafios da vida serão reações dele e não da carne. Então poderemos dizer com Paulo: "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20).  Só aí estaremos realmente chegando perto do que Deus pretende para a nossa vida S que sejamos "conformes à imagem de seu Filho".

terça-feira, novembro 22, 2011

Que a Bíblia seja sempre lâmpada para nossos pés!




“Ai de vocês, peritos na lei, porque se apoderaram da chave do
conhecimento. Vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam
prestes a entrar!” Quando Jesus saiu dali, os fariseus e os mestres
da lei começaram a opor-se fortemente a ele e a interrogá-lo com
muitas perguntas, esperando apanhá-lo em algo que dissesse.”
 Lucas 11:52-54 

 Os fariseus, que se orgulhavam de ser os mais puros, de fato
contaminavam todos que entravam em contato com eles (11:44). Os
peritos na lei se orgulhavam do seu conhecimento, que supostamente
abria o entendimento do povo para a vontade de Deus. Na verdade, os
pormenores de interpretação deles tornavam a Palavra de Deus
difícil de entender e impossível de obedecer. Assim, eles nem
entravam e fechavam o Reino para quem queria entrar. A mesma coisa
acontece hoje quando tradições humanas ou "linhas" denominacionais
tomam o lugar da pura Palavra de Deus. O conhecimento de Deus vira
um mistério acessível apenas para peritos em exegese – e a vontade
do Senhor fica cada vez mais distante do homem comum. Graças a
Deus, a nossa entrada no Reino dos Céus não depende de conhecimento
de profundos mistérios ou malabarismos de interpretação. Basta uma
fé simples na pessoa de Jesus Cristo. A do tamanho de um grão de
mostarda serve. O importante não é o que você sabe, e sim, Quem
você conhece. Siga Ele. Isso te basta.


Que nosso Grande Libertador, continue a iluminar nossas mentes com a
pura verdade. Que a Bíblia seja sempre lâmpada para nossos pés. E
que o Espírito Santo possa nos guiar em cada decisão, em cada
questão ou dúvida. Louvamos ao Senhor pela suficiencia da revelação
já dada a nós. Que possamos ter a cada dia a porção de fé que
precisamos para colocá-la em prática. Por amor a Jesus.

PASTORES SEM OVELHAS



Jesus narra, no Evangelho de Lucas, a parábola de um pastor que
apascentava cem ovelhas, mas uma desgarrou-se.

Tal fato gerou, no pastor, uma atitude altruísta: foi pelo deserto em
busca da ovelha que se perdera, e só deu a missão por acabada quando
a ovelha estava acolhida no seio do rebanho. Ele estava cumprindo a
sua vocação, cuidar de ovelhas. Fora chamado e treinado para isso,
portanto, não poderia fugir à responsabilidade.

Responsabilidade, segundo o escritor do Monge e o Executivo, é
responder com habilidade aos fatos ocorridos. Não basta agir; tem que
agir com habilidade, isto é, com todos os recursos inerentes a quem
recebeu habilitação. Por isso, conferir o título a alguém, pressupõe
que ele recebeu informação, treinamento e foi avaliado quanto a ter
responsabilidade.

Isto me chama a atenção no que se refere ao ministério pastoral, pois
temos hoje muitos pastores sem ovelhas. Não estão cuidando de
ninguém. Possuem títulos, mas não possuem ovelhas. Não cuidam de
ninguém, não têm graça para ir ao deserto, persistência na busca da
ovelha e nem ombro para carregá-la, talvez pelo fato de termos
inferido que o ministério pastoral é a arte de pregar, dirigir
igreja, e não um chamado divino para cuidar de pessoas, afim de que
não se percam, e, caso se percam, possam ser resgatadas.

Jesus compadeceu-se de ver ovelhas sem pastor. Hoje ele se compadece
de ver pastores sem ovelhas. São credenciados, mas sem identidade
pastoral. Conforme Ezequiel 34.4 “pastorear é fortalecer os fracos,
sarar os doentes, ligar os fraturados, reunir os desgarrados e buscar
a ovelha que se perdeu”.

Se não o fazem, é por pelo menos duas razões: não foram chamados ou
não foram equipados para tal. 

Nossos púlpitos às vezes mostram cenas patéticas: pastores cujo
ministério justifica-se apenas pelas cadeiras pomposas que ocupam.
Com isto criamos um fenômeno: em lugar de pastores de cem ovelhas,
temos pastores sem ovelhas.

Que Deus nos faça pastores conforme Jeremias 3.15: “dar-vos-ei
pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e
inteligência”.

(Texto de Walter da Mata)

sábado, novembro 19, 2011

Ministrando a Palavra e somente a Palavra


Um dos peritos na lei lhe respondeu: “Mestre, quando dizes essas
coisas, insultas também a nós”. “Quanto a vocês, peritos na lei”,
disse Jesus, “ai de vocês também!, porque sobrecarregam os homens
com fardos que dificilmente eles podem carregar, e vocês mesmos não
levantam nem um dedo para ajudá-los.” Lucas 11:45-46


Proclamar ou ensinar o que está nas Escrituras é uma das formas
mais privilegiadas de servir a Deus. É uma honra corrigir as ações
e atitudes e até palavras e pensamentos dos outros através do
ensino. Deus quer que todos ouçam sua Palavra. Mas, se não descemos
do púlpito, se não fechamos os comentários e livros de gramática e
sentamos ao lado do irmão fraco, afastado, ou em pecado, estamos
apenas contribuindo para a derrota dele. Dizer a ele tudo que está
errado com sua vida, sem ajudá-lo, é fazer nada mais que o próprio
acusador. Fomos chamados para mais do que isso. Fomos chamados não
só para o diagnóstico do doente, mas também para limpar a infecção,
costurar a ferida e ajudar o doente em tudo que podemos para que
ele possa se recuperar pela graça de Deus. Vamos fazer o trabalho
todo que Deus nos deu, ministrando a Palavra e somente a Palavra, e
ajudando pessoas a vivê-la como Deus quer.

ORAÇÃO:

Nosso Deus, cheio de graça e perdão, que possamos ser um povo
que reflete a graça não só em Palavra mas, em prática também.
Ajude-nos a levantar fardos quando for necessário e a não ensinar
nada além daquilo que o Senhor quer. Que todos possam encontrar em
nós a mesma disposição que o Senhor tem de amparar, de ajudar e de
edificar. Em nome de Jesus oramos. Amém.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Glorificar somente a Deus


Ai de vocês, fariseus, porque amam os lugares de honra nas
sinagogas e as saudações em público! Ai de vocês, porque são como
túmulos que não são vistos, por sobre os quais os homens andam sem
o saber!” 
 Lucas 11:43-44
De acordo com a lei, qualquer contato com um defunto ou até um túmulo tornava a pessoa impura (Num 19:16). Os líderes religiosos, honrados pela sua suposta santidade, de fato contaminavam todos que entravam em contato com eles. Embora faziam e ensinavam muitas coisas boas, seus motivos corroíam tudo que faziam. De certa forma, motivo é tudo. Não é que o ato errado é justificado pelo motivo certo. Porém, o maior sacrifício realizado com o objetivo de ganhar atenção (ou merecer salvação) perde todo seu valor. Foi sobre isso que Paulo escreveu: "Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá." (1 Cor 13:3). O amor ao qual Paulo se referiu não era só carinho para com o próximo, mas, amor a Deus. Amor a Deus reconhece que literalmente toda honra e toda glória pertencem somente a Ele. Senão, acabam alimentando os desejos de outro deus, o deus chamado "eu". Vamos examinar rigorosamente nossos motivos e objetivos para que sejam voltados para uma coisa só - glorificar ao único Deus. Sendo assim, no devido tempo, teremos nosso reconhecimento do próprio Senhor como filhos de Deus e herdeiros do Reino dos Céus. ORAÇÃO:
Grande Pastor, como as armadilhas nos cercam!Elas esperam até
dentro de nós. Ajude-nos a examinar, cada um, a si mesmo.
Revele-nos qualquer motivo ou desejo que seja para ganho pessoal.
Que o Espírito Santo possa nos purificar de todo orgulho e desejo
egoísta. E que a nossa maior alegria seja de cumprir a vontade do
Senhor e refletir a glória do Senhor. Em nome de Jesus oramos e
agradecemos. Amém.

quarta-feira, novembro 09, 2011

A vitória é nossa


“Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens
estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e o vence,
tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos.”
 Lucas 11:21-22
Você se sente derrotado? Só vê seus pecados, suas falhas e tropeços? É isso que Satanás quer. Ele quer que você pense que não vale a pena lutar. É melhor se entregar, gozar dos prazeres que lhe resta e aguardar a condenação eterna, se ela de fato existe. Isso é tudo que Satanás quer que você pense. E como sempre, é uma tremenda mentira. Na verdade, o derrotado é ele. Na parábola, o homem forte é Satanás. O mais forte é Jesus. Jesus mandou o Maligno embora da casa onde ele estava habitando - o corpo do homem mudo. Com isso Jesus mostrou como ele nos liberta de tudo que é do inimigo. Pode ser tentação, fraqueza ou vício. Não importa. Jesus manda em tudo isso e muito mais. Mas, só se o chamamos. Só se entregamos a Ele. Só se confiamos que ele é o vencedor. Jesus venceu demônios e doenças e finalmente derrotou a própria morte. A mesma vitória é nossa, se ao menos confiarmos em Jesus. Por fora, pode parecer que estamos perdendo a batalha. Parece até para nós que somos derrotados. Mas, por dentro, onde a maior batalha é travada diariamente, aqueles que estão entregando suas vidas a Jesus dia após dia, estão vencendo. Estes já estão na marcha triunfal. É longa e cansativa. Mas, vale a pena continuar. Graças a Jesus! ORAÇÃO: Eterno e Fiel Senhor, ninguém aqui realmente sabe quão absoluto é o poder do Senhor. Mas, à medida em que lhe entregamos tudo que somos e temos, começamos a vislumbrar as incontáveis vitórias que nos esperam no caminho para o céu. Obrigado por nos chamar para seu lado, Senhor. Obrigado por ser nosso Senhor! No poderoso nome de Jesus Cristo oramos. Amém e Amém!

terça-feira, novembro 08, 2011

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA


"E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se
humilhar será exaltado" (Mateus 23:12).
Conta-se a história de um relógio que sentia-se insatisfeito por viver escondido na bolsa de sua senhora. Ele invejava o Big Ben, o grande relógio na torre de Londres. Um dia, enquanto passava sobre a Ponte de Westminster com sua senhora, ouviu-se o pequeno relógio dizer: "eu gostaria de estar lá em cima. Eu poderia, dessa forma, servir a uma multidão". "Você terá sua oportunidade, pequeno relógio", disse uma voz. Como em um passe de mágica, o relógio foi parar, elegantemente, no topo da torre. Quando ele alcançou o topo, sua senhora falou: "Onde está você, pequeno relógio? Eu não posso vê-lo". E nenhuma outra pessoa podia ver o relógio. Sua elevação causou sua destruição. Como nos faz mal a soberba! Queremos ser sempre maiores e ocupar lugares de destaque para que todos nos admirem e aplaudam. Queremos ser os melhores, queremos estar nos lugares mais elevados, queremos ser distinguidos entre todos os demais. Achamo-nos superiores e não aceitamos o fato de estarmos em um lugar menos honroso, mesmo que sejamos felizes ali. A nossa altivez nos conduz pelo caminho do inconformismo e até a alegria desaparece, dando lugar a lamentos e murmurações. Há um dito popular muito verdadeiro: "Eu era feliz e não sabia". Quantas vezes já repetimos isso em nosso íntimo? Quantas vezes já reconhecemos que todo o nosso empenho e ansiedade foram inúteis? Quantas vezes deixamos o refrigério do pouco para experimentar a inquietude do muito? Podemos nós almejar um lugar melhor, um cargo superior, um sonho mais audacioso? É claro que sim. Mas que tudo aconteça na hora certa, por uma humilde determinação, pela maravilhosa bênção de nosso Deus. É melhor ser exaltado por uma atitude humilde do que ser humilhado por uma atitude arrogante e prepotente. É melhor sentar na última cadeira e ser convidado a vir para a primeira do que sentar na primeira cadeira e ser convidado a ir para a última.  É muito melhor ser pequeno e guardado no coração do Senhor do que estar no topo, longe do Senhor, perdido e ignorado.

Sabemos, Mas Não Gostamos

 Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive,
e prega contra ela a mensagem que eu te digo. Jonas 3:2

No final do seu livro, o profeta Jonas desabafa amargamente. Tudo o que ele achava que o Senhor deveria fazer não foi "obedecido" por Ele. Jonas ficou irritado porque seus inimigos, os ninivitas, não foram punidos por Jeová: "... Eu sabia que és Deus que tens compaixão e misericórdia..." (Jonas 3:2).

Um dos grandes obstáculos no caminho da nossa maturidade espiritual é nossa insistência em ter um Deus à nossa própria imagem e semelhança. "Se é que o Senhor nos ama, o certo não seria Ele castigar aqueles que nós odiamos?". "Se é que o Senhor deseja o aumento de nossa fé, o certo não seria Ele atender a todos os nossos pedidos?". "Afinal de contas, ninguém conhece melhor nossas necessidades do que nós mesmos!." "O Senhor não sabe disso?".

Um dos objetivos do livro de Jonas é mostrar-nos a infinita misericórdia do Senhor. Quer entendamos, quer não. Quer gostemos, quer não. O Senhor não está interessado em ser gostado: o que Ele nos solicita é o nosso amor. É somente pelo amor que conseguimos aceitar Sua vontade, mesmo quando não a entendemos. Mesmo quando não gostamos dela. Entender os planos do Senhor é bom. E é muito bom quando conseguimos até gostar destes planos. O que muda tudo, porém, não é o gostar ou o entender. O que muda tudo é o amar. O amor ensina a entender. O amor ensina a gostar. Não invertamos a ordem das coisas: somos nós que devemos viver à Sua imagem e semelhança. E não o contrário.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Prontidão em obedecer (Gn 19)


E ao amanhecer os anjos apertaram com Ló, dizendo:
 Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão,
 para que não pereças na injustiça desta cidade. 
Gênesis 19:15 









A depravação da natureza humana é resultado do pecado de Adão no Éden. Uma das consequências deste estado de rebeldia do homem é a sua dificuldade em atender a vontade de Deus.

Neste episódio, o Senhor providenciou um livramento para Ló, para que este não morresse na destruição de Sodoma e Gomorra. Mesmo diante da morte, Ló demonstrou estar aprisionado; relutou em sair da cidade, expondo sua família ao pecado e ao juízo. 

Esteja sempre pronto em atender o Senhor. Fuja da aparência do mal. Quando entender que o Senhor está lhe mostrando um caminho, siga por Ele! A direção que Deus nos dá sempre nos conduzirá a um porto seguro.

terça-feira, novembro 01, 2011

FINADOS



Finados. Até a palavra lembra “fim”. Vem do latim "finis" que
significa “limite, fronteira, marco divisório". No último capítulo do
último livro da Bíblia, o Senhor se chama do “Alfa e o Ômega, o
Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” (Apoc 22:13)
“Principium
et Finis” no Latim. Fim. Finados. Um dia de lembrar os que já viram
seus dias findarem, que já chegaram ao fim desta vida.

Independente das suas crenças ou convicções religosas, é provável que
você ou algum membro da sua família irá visitar um cemitério ou
jazigo, irá lembrar pessoas queridas que já se foram. Há praticamente
um sentimento em comum. De perda e de separação. Da barreira
insuperável que é a morte. O rei Davi, ao lamentar a morte de seu
filho recém nascido, expressou bem o sentimento para com a perda da
criança “eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (2 Samuel
12:23).
 Morte. Morto. A palavra que todo mundo teme ouvir sobre seus entes
queridos.
 A palavra que quando cai nos ouvidos suga a força, a
esperança, e, às vezes, até a vontade de viver. 
Tão poderosa esta
palavra. Jamais se imagina ver aquela pessoa de novo nesta vida.
 Finis. Finados. Fim.

Recentemente, uma passagem chamou a minha atenção, pelo uso
justamente desta palavra tão poderosa e assustadora – “morto”. Havia
lido o texto dezenas de vezes, mas, nunca ouvi com tanta força o
significado da palavra nos lábios de um pai que recebeu de volta um
filho.

“Este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi
achado”. Lucas 15:24

“Morto”. Esta é a palavra que o pai do filho pródigo usou para
descrevê-lo. Morto.

Sim, é linguágem figurativa. É verdade que o rapaz estava vivo,
morando naquela terra distante, sonhando com a comida dos porcos.
Vivo, sim. Mas, só da forma mais óbvia e banal. Respirando e andando?
Sim. Com os sinais de um corpo animado? Sim. Neste sentido ele estava
vivo. Entretanto, noutro sentido, no único que realmente importa, ele
estava morto. Morto, mesmo.

É desta morte que Paulo fala quando escreve aos Cristãos em Éfeso
“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais
costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo”
(Efésios 2:1-2). Paulo admite que ele também “vivia” assim, como
morto para Cristo e a verdadeira vida.

Quantas pessoas será que conhecemos que “vivem” assim? Andando, se
movimentanto, correndo para lá e para cá, mas, mortos para a
verdadeira vida, defuntos para Deus, falecidos para a eternidade.
Para aqueles que já foram enterrados, não há nada mais que podemos
fazer. Mas, para estes, precisamos levá-los à fonte da vida – Jesus.

Jesus é a água viva (João 4:10) e só Ele pode dizer:
“Eu sou o pão da vida.” (João 6:48)
“Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25)
“Eu sou o caminho, a verdade, e a vida” (João 14:6)
e finalmente, Ele se declara
“Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” (Apoc
22:13)

Se Jesus é o Fim, ele estará lá no fim. No fim do túnel. No fim da
jornada. No fim da vida. Esta vida, sim, tem fim. Mas, a vida que
Jesus dá não tem fim para sempre. E ele estará lá. Ele mesmo – Jesus.

Água viva. Pão da vida. Ressurreição e vida. Caminho, verdade e vida.
Alfa e o Ômega. Primeiro e Último. Princípio e Fim. Sim, Jesus é tudo
isso. E quem tem Jesus tem isso tudo.

No feriado de Finados, você lembra os mortos da sua vida. Pai, ou
mãe, ou ambos. Um filho. Marido ou esposa. Aquela pessoa de quem você
tanto sente falta. Talvez há meses, talvez há anos. Em momentos como
aniversários, Natal, Finados, aquela dor parece voltar com força
total.

No dia que esse ente querido se foi, no dia do enterro, ao lado do
caixão, você teria dado qualquer coisa para tê-lo de volta. Se ele
pudesse ser ressuscitado, se pudesse voltar à vida, o que você não
teria dado para que ele voltasse a viver?

Mas, depois que esses dias passarem, ou ainda hoje, lembre-se da
palavra do pai do filho pródigo. Como ele descreveu o estado do seu
filho – morto. Vivo, fisicamente, sim. Mas, para o pai, para Deus, e
para a eternidade – o rapaz estava morto.

Será que há alguém próximo a você que se encontra neste estado? Vida
você não pode dar aos seus queridos enterrados. Mas, você pode dar a
quem não tem Jesus, a quem não conhece o autor da vida, a quem não
voltou ainda ao Pai. Quem não bebeu da água viva, nem comeu do pão da
vida, nem saboreou a ressurreição ainda nesta vida precisa conhecer
Jesus.

Você conhece alguém assim? Então ainda há esperanças. E você pode,
sim, ajudar uma pessoa a voltar a viver, a voltar do estado dos
mortos para andar em novidade de vida com Jesus. 

Conhece alguém assim? Procure-o(a) ainda hoje. Mande esta reflexão
para ele(a), ou outra qualquer, contanto que fale de Jesus. Mande um
trecho de um dos Evangelhos, ou compre uma Bíblia e dê a ela. Fale
para ele de como Jesus lhe deu um novo ânimo, e como, mesmo no dia de
Finados, você não perde a esperança porque você conhece aquele que
estará lá no fim, no fim de tudo. O Princípio e o Fim – Jesus –autor
de toda a vida.

Que Deus lhe abençoe. E que seu dia de Finados seja um dia de
comemorar porque você conhece Aquele que é o Fim deste mundo e o
Princípio do porvir e a nossa garantia da vida eterna. Glórias a
Jesus.